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Segurança no cheque: aprenda a evitar golpes e clonagem

Apesar das ferramentas de segurança dos cartões e cheques terem se desenvolvido enormemente na última década, golpes e fraudes são ainda uma realidade e é preciso cuidado na utilização desses meios de pagamento. Como eu sempre digo, não se deve evitar a utilização do cartão ou do cheque, mas sim fazer um uso mais consciente e incorporar hábitos de segurança em sua maneira de lidar com eles.

No post de hoje, vamos tratar especificamente da segurança com cheques. Segundo a Abracheque (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques) 20% dos cheques devolvidos no último ano tinham como causa da devolução fraude, roubo ou clonagem.

Golpes mais comuns

  • Rasura da numeração. Com ferramentas de precisão, os falsários raspam a numeração do cheque e inserem outra. O objetivo desse tipo de fraude é passar um cheque roubado (que teve seu número bloqueado pelo banco) como se fosse um cheque válido. É muito difícil perceber esse tipo de rasura no cheque, em alguns casos sendo necessário o uso de lupas e equipamentos para a detecção da fraude.
  • Clonagem. Há vários métodos de clonagem de cheque. Um deles é o escaneamento de uma folha de cheque pela quadrilha e subsequente impressão de talões com os dados do cheque que foi passado aos estelionatários. A dificuldade de detecção desse tipo de fraude dependerá da qualidade da impressão e do grau de especialização da quadrilha.
  • Alteração do valor: Esse é um dos métodos mais comuns de golpe. E é também o mais simples. Por diversos meios como raspagem, inserção de números em espaços deixados em branco no cheque ou apagando a tinta em que o cheque foi preenchido, o estelionatário altera informações em um cheque válido e recebe um valor maior por ele.

Como evitar prejuízos com fraudes

A primeira maneira de evitar um golpe é a atenção. Se por alguma maneira você desconfia da pessoa que você está recebendo um cheque, verifique se há algum problema com o mesmo. Se o cheque parece adulterado, não aceite.

Preencher um cheque pode parecer um procedimento banal, mas devido ao grande número de golpes com cheque que precisam de um preenchimento “não-seguro” da vítima, é preciso aprender como devemos preenchê-los corretamente.

Exemplo de uma possível adulteração do valor- Fonte: Unicred

Exemplo de uma possível adulteração do valor

  • Emita sempre cheques nominais e cruzados. Dessa forma o cheque não poderá ser sacado por qualquer um e precisará ser depositado em conta. Qualquer problema que você tiver, será mais fácil rastrear as pessoas envolvidas.
  • Elimine espaços vazios nas áreas de valor. Como vimos, uma maneira comum de golpe é a inserção de informação nos campos de valor. Como evitar? Não deixe espaço vazio algum. Comece sempre a escrever os números com um sinal do tipo #, escreva em letras grandes e ao final, sem espaço coloque outro #. Na hora de escrever por extenso, faça a mesma coisa e não deixe espaço entre um número e outro. Ex.: milquinhentosetrêsreaisequarentaedoiscentavos.
  • Leve sempre a sua caneta: considere assim, a sua caneta é parte integrante do seu talão de cheques. Nunca aceite canetas de desconhecidos. Uma das maneiras que os falsários se utilizam para adulterar seu cheque é utilizando canetas com tinta que apaga fácil. Depois de apagados os valores, sua assinatura estará no cheque e será difícil provar que o cheque não foi emitido por você.



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